Sustentabilidade

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Reduzir a quilometragem e racionalizar rotas pode ser uma maneira eficiente de colaborar com a sustentabilidade do planeta. E essa é uma meta possível de ser alcançada a partir da adoção de uma plataforma que permita um gerenciamento mais eficiente das operações externas de pequenas, médias e grandes empresas.

Porém, o conceito de geoposicionamento é ainda mais amplo e, quando falamos de plataformas arrojadas, a funcionalidade do serviço ganha novos contornos, no que diz respeito ao meio ambiente. Atualmente, a tecnologia oferece respostas aos problemas que mais afligem a humanidade e pode ser aplicada com o objetivo de ajudar a preservar a natureza, em suas mais diferentes formas de expressão.

O desequilíbrio ambiental

Em primeiro lugar, para entender melhor a relação entre o gerenciamento de frotas e equipes a partir do geoposicionamento e a preservação dos recursos naturais, é preciso conhecer os efeitos nocivos da emissão de gases poluentes na atmosfera, entre eles o CO2.

O dióxido de carbono, também conhecido como gás carbônico ou CO2, é essencial à vida no planeta, já que ele é um dos compostos essenciais para a realização da fotossíntese - processo pelo qual alguns organismos transformam a energia solar em energia química. Esta energia química, por sua vez, é distribuída para todos os seres vivos por meio da teia alimentar. Este processo é uma das fases do ciclo do carbono e é vital para a preservação das espécies, tais quais as conhecemos.

O carbono é, portanto, um elemento básico e indispensável na composição dos organismos. Por outro lado, a liberação de dióxido de carbono por meio da queima de combustíveis fósseis e pelas mudanças no uso da terra - desmatamentos e queimadas, principalmente -, impostas pelo homem, pode levar a importantes alterações nos estoques naturais de carbono e tem um papel fundamental na mudança do clima do planeta.

A concentração de CO2 na atmosfera começou a aumentar no final do século XVIII, quando ocorreu a revolução industrial, que exigiu a utilização de grandes quantidades de carvão mineral e petróleo como fontes de energia. Desde então, de acordo com dados fornecidos pela estação de Mauna Loa, no Havaí, a concentração de CO2 passou de 280 ppm (partes por milhão), para os 387 ppm atuais, representando um incremento de aproximadamente 30%. O salto ocorreu num curto espaço de tempo, mais precisamente nos últimos 60 anos.

Porém, a responsabilidade pelos danos ambientais não pode ser creditada apenas às indústrias. Na União Europeia, só os veículos são responsáveis pela emissão de 19% do gás carbônico presente na atmosfera. Já nos Estados Unidos, os transportes liberam cerca de um terço dos gases com efeito de estufa.

Segundo a ONG Iniciativa Verde, o alarme só soou em escala mundial com os relatórios do Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC), divulgados no primeiro semestre de 2007. O texto prevê que a temperatura média do planeta aumentará entre 1,8ºC e 4ºC até o fim deste século. Para se ter uma ideia da dimensão do problema, o acréscimo de 2º C à média da temperatura global, em duas décadas, poderia significar o desaparecimento de até 30% das espécies do planeta.

A escassez de água e alimentos e a propagação de doenças são outras ameaças eminentes, assim como o aumento de tempestades, enchentes e erosões em algumas partes do mundo.

Economia sustentável

Para tentar conter - ou, ao menos, reduzir – esse processo de degradação da natureza, líderes de todo o planeta têm se reunido para discutir soluções capazes de trazer resultados a curto, médio e longo prazo. A cúpula da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre mudança climática (COP 15), realizada em Copenhague, no final de 2009, estabeleceu, dentre outros objetivos, a fixação de metas para a redução dos gases de efeito estufa.

No Brasil, algumas iniciativas com esse propósito já começam a render bons frutos. Na abertura do Ethanol Summit de 2009 – evento voltado à discussão e ao fomento da utilização do biocombustível -, o governador do estado de São Paulo, José Serra, apresentou dados muito positivos. Segundo Serra, entre 2004 e 2008, os paulistas deixaram de emitir 35 milhões de toneladas de CO2, graças ao uso do álcool nos carros flex.

A experiência demonstra que, na adoção de atitudes simples, grandes conquistas podem ser alcançadas, com benefícios para toda a população.

Nesse sentido, investir em ações para reduzir as emissões de CO2 e de outros gases responsáveis pelo efeito estufa, por meio de uma utilização mais eficiente da frota, é estar alinhado com o objetivo da sustentabilidade perseguido pelas grandes companhias no Brasil e no mundo.